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Aojustra se reúne com direção da Escola Judicial e leva demanda de formação dos Oficiais de Justiça voltada ao risco da atividade
Encontro com a Ejud-2 ocorre após caso de ameaça em Paraisópolis e reforça necessidade de capacitação específica para segurança nas diligências.
A Aojustra se reuniu, nesta quinta-feira (19), com a direção da Escola Judicial do TRT-2 (Ejud-2) para tratar da necessidade de formação continuada voltada aos riscos enfrentados pelos Oficiais de Justiça no exercício da função.
O encontro é um desdobramento das ações da Associação após o grave episódio ocorrido no bairro de Paraisópolis, em São Paulo, quando um Oficial de Justiça foi ameaçado e cercado por homens durante o cumprimento de diligência, evidenciando a vulnerabilidade desses servidores em campo.
A Aojustra esteve representada pelo presidente Alexandre Franco e pela vice-presidente Marina Fogaça, que levaram à Escola Judicial preocupações centrais da categoria quanto à segurança no exercício das atribuições.
Pela Ejud, estiveram a diretora da Escola, Desembargadora Bianca Bastos, e o secretário, Ebert Rodrigues da Silva.
Durante a reunião, Dra. Bianca destacou que os Oficiais de Justiça constituem um segmento com funções específicas dentro do Judiciário, o que demanda uma formação continuada adequada às peculiaridades da atividade. Segundo ela, é fundamental que os programas de capacitação considerem os desafios concretos enfrentados nas diligências externas.
A Associação apresentou três pontos prioritários a serem considerados pela Ejud-2 na elaboração de ações formativas: a oferta de treinamento em defesa pessoal, o desenvolvimento de habilidades para identificação e percepção de situações de risco e a capacitação específica para o cumprimento de diligências complexas, como penhora e avaliação de bens.
A direção da Escola Judicial manifestou compreensão quanto à necessidade de aprimoramento da formação dos Oficiais de Justiça expostos a situações de risco e ressaltou a importância de manter um canal permanente de diálogo com a Aojustra. A proposta é garantir a máxima participação dos Oficiais na construção das iniciativas de capacitação, tornando os métodos mais efetivos e alinhados à realidade da atividade.
“Os Oficiais de Justiça exercem suas funções de forma solitária, em campo, muitas vezes em áreas de risco, e isso exige uma preparação específica. Não se trata apenas de capacitação técnica, mas de garantir condições mínimas de segurança para o exercício da função”, enfatiza a vice-presidente Marina Fogaça.
A reunião faz parte da atuação da Aojustra na defesa de condições seguras de trabalho e na valorização da carreira, especialmente diante do aumento de situações de risco enfrentadas pelos Oficiais de Justiça no cumprimento da função.
Da assessoria de imprensa, Caroline P. Colombo